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A Sabedoria da Menopausa

/ / Blogue, Clínico, Saúde & Bem-Estar

“ A menopausa já não é o que era”

Oprah Winfrey

Dia 18 de outubro celebra-se o Dia Mundial da Menopausa, um dia que evoca a importância do diálogo entre mulheres e especialistas no acompanhamento médico da mudança.

Atualmente, a menopausa, mais do que o fim de qualquer coisa, é o início de um tempo de introspeção e profundo crescimento interior. Como todas as etapas, poderá ser maravilhosa. Dependerá, sobretudo, da sua perspetiva sobre a mesma.

A cultura ocidental e a oriental têm perceções bastante diferentes (divergentes, até) sobre a menopausa. Diversas pesquisas de abordagem transcultural (cross culture) demonstram que as mulheres orientais quase não descrevem sintomas relativos a esta fase da vida – os relatos, não atingem os 20%.

A menopausa tem um poder transformador mas, como qualquer mudança, requer vontade, coragem e confiança. O corpo chama a nossa atenção e reclama a nossa sabedoria e cura interior. Apesar de amedrontar a maioria das mulheres, é uma fase da vida, que pode ser bela e que deve ser vivida sem fantasmas.

Do grego men (mês) e pausis (cessação), a menopausa corresponde à última menstruação, em consequência da perda da função ovárica. O diagnóstico clinico ocorre após um ano de amenorreia. Habitualmente, acontece entre os 45 e os 55 anos (tendo a média de idade, para o seu inicio, aumentado para os 51 anos). Se ocorrer antes dos 40 anos é considerada precoce.

A diminuição da produção de hormonas sexuais femininas: estrogénio e progesterona, normalmente, não se realiza de forma brusca – a mulher passa por diferentes etapas: pré-menopausa, perimenopausa (período que engloba a pré-menopausa e o primeiro ano de pós-menopausa) e pós-menopausa.

Apesar de ser uma fase natural na vida da mulher, e não uma doença, por vezes, vem acompanhada de sintomatologia desagradável, que podemos dividir em dois grupos:

  • Os sintomas mais precoces da menopausa resultam de perturbações vasomotoras (os conhecidos “afrontamentos”. Manifestam-se como uma onda de calor, imprevisível e não controlável pela mulher, sobretudo na metade superior do corpo e, regra geral, acompanhadas de sudação – sentidas por 85% das mulheres nessa fase da vida, mantêm-se, para 45% delas, 5 a 10 anos depois da menopausa), genito-urinárias (atrofia e secura da mucosa vaginal com consequente irritação e dores no ato sexual ou maior tendência para infeções genito-urinárias) e psicológicas (variações de humor, insónia, perda de líbido e redução na autoestima da mulher).
  • Os sintomas mais tardios da menopausa ocorrem a nível osteo-articular (mais dores articulares e ocorrência da osteoporose), metabólico (com ganho de peso e maior dificuldade em perdê-lo), cutâneo (maior perda da elasticidade cutânea e aumento das rugas), cerebral (maior dificuldade de concentração e maior incidência de doença de Alzheimer).

A gravidade dos sintomas desta mudança irá depender, de acordo coma filosofia oriental, das condições em que se encontra o Rim e, também, da dieta e dos hábitos da mulher ao longo de sua vida. ‘Para evitar a sintomatologia associada, a Medicina Ocidental muitas vezes opta pelo tratamento de reposição hormonal. Porém, vários estudos demostram que os efeitos colaterais são diversos – aumenta o risco de acidente vascular cerebral, cancro da mama, embolia pulmonar e trombose venosa. Surgem então as terapias naturais como meio de tratar a causa, melhorando os sintomas’ (Azevedo, 2010).

A Medicina Tradicional Chinesa, enquanto tratamento natural, através de várias técnicas terapêuticas (acupuntura, fitoterapia, massagem tui-na, ventosaterapia, …), usadas, ou não, em conjunto, apresenta várias soluções, sem efeitos colaterais e pode, efetivamente, ajudar a mulher na transição da idade reprodutiva para a não-reprodutiva, como reconhece a Organização Mundial de Saúde (OMS). Este sistema abrangente e completo de saúde, com mais de 4.000 anos, ao suavizar a quebra na produção de estrogénios, permite aos vários órgãos e sistemas do corpo da mulher adaptarem-se a esta nova realidade hormonal, permitindo uma transição para a menopausa de uma forma tranquila e natural, ao mesmo tempo que previne os sintomas tardios da menopausa, nomeadamente osteoporose, ganho de peso e as perdas de memória e concentração.

 

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